12/06/2018 10h07

"Tive a sensação que iria morrer", diz jovem que ficou inconsciente por conta de gripe H3N2 em MS

 

"Eu chorei a noite inteira e falei para Deus que não queria perder meu filho para uma gripe", diz mãe do estudante diagnosticado com H3N2 em Campo Grande.


Por: Flávio Dias, G1 MS

 
Estudante de enfermagem que ficou internado por H3N2 (Foto: Reprodução/ Facebook )Estudante de enfermagem que ficou internado por H3N2 (Foto: Reprodução/ Facebook )

Começou com um pequeno resfriado. Em poucos dias, o estudante de enfermagem foi parar no hospital, por conta de uma forte gripe. Dámasio Gregório Filho, 28 anos, nem imaginava que tinha contraído o vírus H3N2.

De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES), só este ano, 39 pessoas foram confirmadas com a mesma influenza do jovem em Mato Grosso do Sul.

Segundo Dámasio, os dias que passou no hospital foram difíceis. Ele ficou 10 dias internado na Santa Casa de Campo Grande. Relatos de pessoas que o socorreram, no auge da crise, disseram que ele ficou inconsciente e precisou receber com urgência oxigênio.

"Eu comecei a ficar ofegante, com dificuldades para respirar e tive insuficiência respiratória", explica o acadêmico.

O estudante deu entrada no hospital no dia 22 de abril deste ano com muita febre e dor no corpo. Antes, ele procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o médico suspeitou ser um resfriado. O especialista não pediu exames e apenas repassou medicamentos para combater a gripe.

Um dia antes de ser internado, Dámasio, que trabalha no mesmo hospital em que foi socorrido, apresentou tosse seca e dores intensas nas articulações. Ele explica que se não fosse a agilidade do atendimento e o diagnóstico precoce, o final dessa história poderia ser bem triste. "Dei entrada na área vermelha do hospital e daí não lembrei de mais nada. Me falaram que eu fiquei 20 minutos inconsciente", diz apreensivo.

A mãe do jovem disse que levou um susto quando soube da situação do filho. Maria de Fátima, 46 anos, ficou em choque ao saber da situação de Dámasio.

"Eu cai no choro e chorei a noite inteira. Disse para Deus que não queria perder meu filho para uma gripe", explica a mãe.

Apesar do susto que a família passou, atualmente Dámasio retornou ao trabalho e não sente mais sintomas da doença. "Estou tranquilo, voltei a trabalhar e não sinto mais nada", finaliza aliviado.

De acordo com último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES), em 2018, 505 pessoas foram notificadas pelos principais tipos de vírus de influenza (Influenza A, H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B). Desse total, 85 pessoas foram confirmadas com a doença e 15 morreram.

*Matéria reeditada.

 
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